Mel Brooks nunca foi um modelo de humor elegante, mas comparando seus filmes as comédias atuais podemos perceber a própria evolução de nossa sociedade. Se antes cenas como as da paródia a Júlio César incomodavam espectadores mais, digamos puritanos e faziam rolar de rir a outra parte da plateia, hoje dificilmente fariam tolos que alçaram American Pie a fama rirem. Talvez esse seja o toque de mestre de Brooks, humor escrachado, mas inteligente. Neste filme em particular, ele satiriza desde religião, sexo, poder, ideologias, raças e o clássico 2001 - Uma Odisseia no Espaço. Há sequências hilárias, especialmente na parte sobre o Império Romano, que tem direito a um baseado gigante e uma confusão na Santa Ceia. Outra momento brilhante é o musical espirituoso sobre a Inquisição Espanhola. O filme entretanto cai um pouco na parte sobre a Revolução Francesa, ali o roteiro continua afiado, mas o humor pastelão não desce tão bem, mas não compromete o ótimo resultado final. E embora seja a parte 1 e tenha, ao final, uma espécie de trailer sobre a 2º parte, Brooks afirmou que jamais a realizará. Pena, queria muito ver o que esse grande comediante poderia esculachar sobre os acontecimentos históricos posteriores ao rodados na 1º parte.
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